Investimentos

Indexadores dos CDBs

Pré-fixado? Pós-fixado? Entenda como funcionam os principais indexadores de rentabilidade dos CDBs na hora de investir.

Por Vinicius Bacellar Martinez

18 de Outubro, 2018 5 min de leitura

Já não é fácil sobrar aquela grana no final do mês. Mas você se esforçou, economizou no cafezinho, no almoço do trabalho e até na bebida do fim de semana, pagou todas as contas (milagre!) e conseguiu fazer sobrar um dinheiro para investir. Fantástico.

Você fez sua lição de casa, estudou bastante e chegou à conclusão de que vai investir num CDB. Escolheu o prazo, o emissor e agora precisa escolher o indexador. Pré-fixado? Pós fixado? CDI? IPCA? Não faz ideia do que escolher ou o que cada um significa?

É comum acharmos que os diferentes tipos de indexadores vão funcionar como um turfe (corrida de cavalos), no qual você tem que escolher o cavalo que vai ganhar no final da corrida. Não é bem assim. Da mesma forma como acontece no turfe, é comum que um indexador tenha um comportamento melhor do que outro durante um tempo e, logo depois, outro indexador, quase que correndo por fora, alcança e ultrapassa os demais.

O mundo dos investimentos não funciona bem assim. É claro que se você analisar de forma fria, sempre vai ter um indexador que vai oferecer o retorno maior em um determinado período. Mas será que ele vai servir para o objetivo do seu investimento?

Vamos falar um pouco mais dos diversos indexadores para te ajudar na sua próxima escolha de investimento:

Pré-fixados

Os CDBs pré-fixados remuneram uma taxa fixa de juros por toda a vida da operação. No início, quando você vai investir, você combina uma taxa de juros (geralmente ao ano) com o banco emissor e essa vai ser a remuneração do seu investimento. Tão simples quanto isto.

Com este tipo de indexador, se você mantiver o CDB até o vencimento, ou se ele estiver dentro do período livre de resgate, sua remuneração vai ser aquela combinada no início independente do que acontecer no mercado. Se o Banco Central subir ou reduzir os juros, se a inflação for maior ou menor, a taxa de remuneração do seu CDB permanece sempre a mesma!

Percentual do CDI

Lembra do CDI? Neste caso, o CDB se torna uma aplicação indexada ao CDI, e isto significa que ele vai remunerar seu investimento de acordo com o CDI que a CETIP apurar e divulgar. Se o CDI começar a subir, seu investimento também vai começar a ter uma remuneração mais alta. Se o CDI começar a cair, sua remuneração cai junto!

Esta é uma forma de você atrelar a sua remuneração ao que o mercado entende como principal indicador de taxa de juros no Brasil. Neste tipo de indexador, você só vai conhecer a sua remuneração total no final da operação, quando o CDI de todo o período da aplicação for conhecido. Por isto, chamamos de uma aplicação em renda fixa pós-fixada.

Como o CDI é igual para todo mundo, a diferença na remuneração aqui se dá por um percentual que será aplicado a ele. Podemos ter um CDB que rende 80% do índice do CDI ou então um que rende 120% do CDI. Tudo vai depender do prazo, banco emissor, e muitos outros fatores no momento da emissão do CDB, mas ele vai sempre estar descrito no momento da aplicação.

CDI +

Olha o CDI aqui de novo! Neste caso, o CDB vai funcionar de forma bastante similar ao percentual do CDI, explicado acima. No entanto, ao invés de termos que multiplicar o CDI por um fator (por exemplo 110%), iremos adicionar uma taxa fixa, ao ano, acordada no início da operação.

Como a sua remuneração também vai alterar conforme o CDI oscilar ao longo da operação, esta também é uma aplicação de renda fixa pós-fixada. Um exemplo deste tipo de CDB é: caso o CDI no período em que o CDB tenha ficado ativo fosse de 12,00% ao ano e o CDB tenha sido fechado em CDI + 1% a.a., então a taxa total de remuneração será de 13,12% ao ano (caso o banco calcule como taxa exponencial) ou 13,00% ao ano (caso o banco emissor calcule como taxa linear).

Índices de inflação

Também pós-fixados assim como os CDBs indexados ao CDI, estes têm sua rentabilidade atrelada a índices de inflação. Exemplos são o IPCA, divulgado pelo IBGE ou pelo IGPM, divulgado pela FGV.

Normalmente são acrescidos de uma taxa pré fixada ou de um percentual do CDI assim como o caso do CDI +. Exemplos disso seriam CDBs fechados a IPCA + 5% a.a. ou 50% CDI + IPCA.

Melhor indexador

Aqui não citamos todos os tipos de indexadores. Existem muitos outros e a cada dia que passa a criatividade dos bancos cria um novo modelo. Mas e com tantos "cavalos" correndo nesse turfe, qual a melhor opção de escolha?

O ponto é que não existe uma melhor opção absoluta. Tudo vai depender do objetivo do investimento. Mas isso vamos abordar em outro momento! Fique ligado!